Incêndio de grandes proporções destrói o Museu Nacional no Rio de Janeiro

Um incêndio de proporções ainda incalculáveis atingiu, no começo da noite deste domingo (2), o Museu Nacional do Rio de Janeiro, na Quinta da Boa Vista, em São Cristóvão, na zona Norte da capital fluminense.

O prédio histórico de dois séculos foi residência da família real brasileira e tem um dos acervos mais importantes do país – são cerca de 20 milhões de peças.

O Corpo de Bombeiros do Rio foi acionado às 19h30. Homens de quatro quartéis trabalham no local, que fica dentro do parque nacional da Quinta da Boa Vista. O prédio tem três andares, é ligado à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e o fogo toma de conta de boa parte da construção.

O museu estava fechado para visitação no momento em que o incêndio começou. Por segurança, há homens também da Polícia Militar e profissionais de saúde em ambulâncias.

História

Após mais de 6 horas, bombeiros controlam incêndio no Museu Nacional

Os bombeiros controlaram por volta das 2h da madrugada desta segunda-feira (3) o incêndio de grande proporção que atingiu o Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista, zona norte do Rio. As equipes permanecem no local fazendo o trabalho de rescaldo para debelar pequenos focos de fogo.

Cerca de 80 homens de 12 quartéis do Corpo de Bombeiros foram enviados ao local para combater o incêndio que começou por volta das 19h30 deste domingo (2). Parte do interior do edifício desabou.

O fogo começou depois que o local já havia encerrado a visitação, tanto do museu quanto do zoológico, que também fica na Quinta da Boa Vista. Não há informações sobre vítimas.

Segundo o comandante-geral dos bombeiros do Rio, Roberto Robadey, o combate ao fogo foi prejudicado por falta de água nos hidrantes próximos ao edifício. Os bombeiros tiveram que apelar a caminhões-pipa e até para a água do lago próximo.

Luzia, fóssil humano mais antigo das Américas, faz parte de acervo do Museu Nacional

crânio de Luzia, conhecida como a mulher mais antiga das Américas, pode ter sido uma das vítimas do incêndio no Museu Nacional/UFRJ, na noite deste domingo (2). Descoberta nos anos 1970, calculava-se que o fóssil tinha mais de 11 mil anos. Trata-se de um dos fósseis encontrados na Lapa Vermelha, região de Lagoa Santa, em Minas Gerais.

Uma reconstrução do provável rosto da garota foi feita em 1999 pelo antropólogo britânico Richard Neave. Na mesma região da descoberta de Luzia, foram descobertos 50 sepultamentos com práticas funerárias complexas.

Mais antigo do país, o Museu Nacional é subordinado à UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e vem passando por dificuldades geradas pelo corte no orçamento para a sua manutenção. Desde 2014, a instituição não vinha recebendo a verba de R$ 520 mil anuais que bancam sua manutenção e apresentava sinais visíveis de má conservação, como pareces descascadas e fios elétricos expostos.



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