Itapetiguiense é assasinado em Ilhéus. Polícia tem suspeita de parentes

Na última terça-feira (19), um corpo carbonizado foi encontrado no interior de uma casa no distrito do Japu, em Ilhéus.

Com o corpo totalmente carbonizado, não foi possível a identificação da vítima, mas logo o corpo foi identificado por empregados da vítima, que afirmaram tratar-se do jovem fisioterapeuta Jaime Brito Junior, 32 anos, filho da itapetinguense Maria Luzia Martins Ferraz e neto de D. Nelita Martins Ferraz e Delmiro Ferraz da Rocha (Dezinho Ferraz).

Inicialmente o caso foi tratado pela polícia como ‘morte acidental’, mas as investigações apontaram que o jovem foi assassinado. Segundo a delegada Andréa Oliveira, do Núcleo de Homicídios de Ilhéus, há fraturas na área frontal e no maxilar do fisioterapeuta, conforme laudo do Departamento de Polícia Técnica (DPT).

ENVOLVIMENTO DE PARENTES

Ontem (20), policiais civis descobriram que o apartamento onde Júnior residia, na Avenida Inácio Tosta Filho, no centro de Itabuna, havia sido visitado por um parente da vítima. A visita suspeita ocorreu, conforme a polícia, na terça (19). Júnior não estava no apartamento. Há meses, ele residia na fazenda da família no Japu, em Ilhéus. Suspeita-se que o fisioterapeuta estivesse investigando a morte do pai.

Para a polícia, existem fortes indícios de que o assassino do fisioterapeuta era bastante familiar à vítima. A polícia prepara uma lista de pessoas a serem ouvidas no inquérito, o que inclui parentes da vítima e pessoas no Edifício Vila Rica, na Inácio Tosta Filho. O imóvel comercial e residencial pertence à família.

CRIMES EM FAMÍLIA

Em 1993, a avó do fisioterapeuta, D. Nelita, foi morta a mando dos filhos João Batista e Luzia Ferraz, crime que chocou Itapetinga e levou os dois acusados a serem condenados em Juri Popular, em 2004, a 17 anos e meio e 18 anos de reclusão.

Contra Maria Luzia, segundo a polícia, pesa ainda a suspeita de ter mandado matar o marido Jaime Brito (pai Jaime Junior), proprietário do JG Hotel em Itabuna. Outro crime com envolvimento da família, que chocou Itapetinga, foi a morte do pecuarista e ex-vereador Alfredinho Ferraz (Ratinho), que foi brutalmente assassinado em sua fazenda, por capangas contratados por parentes.

Fonte: (blogs Pimenta e Agravo e Sudoeste Hoje)



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